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Recuperação: Meu filho está furtando objetos de dentro de casa. E agora?

Furtar objetos ou valores da própria casa para trocar por drogas não é uma queixa incomum entre familiares de dependentes químicos. Quando isso estiver acontecendo, evidencia-se um forte sinal de perda do controle diante do consumo de substâncias e os familiares NÃO podem, sob quaisquer pretextos, fazer “vistas grossas” diante dos fatos.

Os familiares devem conduzir o dependente para avaliação médica especializada. Caso o paciente se recuse a comparecer, os familiares deverão procurar o auxílio médico sem a presença do doente e detalhar toda a situação para o profissional. Com todos os detalhes fornecidos, o profissional seguramente avaliará a situação e proporá medidas para auxiliar tanto o doente quanto os familiares.

Em um indivíduo que desenvolveu o quadro de Síndrome de Dependência de substâncias, a fissura ou “craving” para consumir a droga pode ser tão intenso, como frequentemente é, a ponto de motivar o mesmo a fazer de tudo para angariar a droga. Isso inclui, por exemplo, o furto de objetos ou valores da sua própria casa ou de terceiros. Às vezes, também infelizmente, o dependente químico começa a roubar para manter o seu próprio vício.

Devemos lembrar que tanto o “furto” quanto o “roubo” são atividades ilícitas contra a propriedade e devem ser combatidos e evitados. Se o dependente químico estiver praticando atividades ilícitas, ele não deve ser poupado das suas responsabilidades. Isso não significa peremptoriamente que deve ser preso; isso significa que ele deve ser adequadamente tratado. Ele precisa reconhecer o mal que está fazendo contra ele mesmo e contra as outras pessoas, assumindo-o. Na verdade, quanto mais cedo for o tratamento, menores serão as repercussões negativas do comportamento do indivíduo dependente.

Nessas situações, o tratamento médico se impõe de forma clara. Tanto os familiares quanto o paciente deverão estar inseridos em um tratamento sério.

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Os familiares devem conduzir o dependente para avaliação médica especializada. Caso o paciente se recuse a comparecer, os familiares deverão procurar o auxílio médico sem a presença do doente e detalhar toda a situação para o profissional. Com todos os detalhes fornecidos, o profissional seguramente avaliará a situação e proporá medidas para auxiliar tanto o doente quanto os familiares.

Lembro, nesse sentido, que essa avaliação deverá ser realizada por profissional médico especializado na matéria.

Você tem um problema bastante sério na sua casa que precisa ser adequadamente resolvido. Não perca tempo!

Fonte: ABEAD (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

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