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Famílias de dependentes químicos e cuidados psicológicos

A dependência química é um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos que se desenvolvem após o uso repetido de determinada substância. É uma doença crônica e multifatorial, em que diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais. É o que explica Letícia Oliveira Silva, psicóloga, que realiza tratamento de dependência química e álcool.

Entre os principais sintomas da dependência química estão “o desejo incontrolável de usar a substância, a perda de controle e o aumento da tolerância”, esclarece a professora universitária, que tem experiência em psicologia com ênfase organizacional e do trabalho e atuação com grupos.

Tanto o álcool quanto outras drogas podem causar dependência e prejuízos para o indivíduo. A profissional analisa que as pessoas buscam as drogas ou álcool por diversos fatores como “curiosidade, frustrações ou insatisfações, fugir do tédio, escapar da timidez e da insegurança e por acreditar que certas drogas aumentam a criatividade, a sensibilidade, a busca do prazer dentre outras”.

Letícia alerta que “existem diversas pesquisas mostrando o aumento do álcool na pandemia. Dados do IBGE afirmam que a produção de bebida alcoólica cresceu 17,6% nos primeiros quatro meses de 2021, em comparação ao mesmo período de 2020. Mostrando aumento do consumo de álcool no Brasil no último ano. Além disso, sabemos que a pandemia trouxe grandes agravos na saúde mental, o que leva muitos ao uso de drogas e álcool”.

Abuso de drogas e a necessidade de internação

Existem três tipos de internações que podem ser empregados no tratamento de um dependente químico: internação voluntária, involuntária e compulsória. Mas, segundo Letícia Oliveira, “o ideal é que a pessoa que abusa das drogas tenha consciência de seu quadro clínico e busque ela mesma a reabilitação. A internação representa uma ruptura em sua rotina e pode até mesmo agravar a dependência química em algumas situações. Porém, quando todas as alternativas empregadas não surtem o efeito desejado, a internação passa a ser uma opção para afastar a pessoa do vício. Isso acontece especialmente quando o dependente químico representa um perigo para si mesmo e para as pessoas à sua volta”.

A psicóloga ressalta que a internação compulsória só pode ser determinada por uma ordem judicial. “Ela é a última alternativa para o tratamento de um dependente químico e ocorre quando não há familiar que se responsabilize por ele. A determinação é feita com base em laudos médicos”, diz. A especialista ainda observa que a recaída faz parte do processo de recuperação do paciente. “Quando o uso de drogas ou álcool é removido de forma abrupta da vida do dependente químico, seu organismo naturalmente responde a esta abstinência. A dedicação e paciência são primordiais, e em hipótese alguma deve-se culpar o paciente”, conta.

Letícia Silva cita o Instituto Oxford em Dourados orienta que a família sempre leve em conta a idoneidade da clínica, “bem como converse com a equipe, assim como conheça o seu espaço físico”.

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“O ideal é que a pessoa tenha consciência de seu quadro clínico e busque ela mesma a reabilitação”, afirma a especialista Letícia Oliveira Silva

SUS e outras alternativas de tratamento

A profissional lembra que o Caps AD (Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas) de Dourados oferece tratamento público para dependentes químicos do município e região. “Por dia, uma média de 15 pessoas recebem atendimento no local. Para o tratamento, cada paciente possui um plano terapêutico elaborado por uma equipe multidisciplinar”, explica. Além disso, em Dourados “também existe terapia de grupo com psicólogos e também grupos de autoajuda como AA (Alcoólicos Anônimos) e o NA (Narcóticos Anônimos). Em dourados temos estes dois tipos de grupos”.

Codependência no tratamento

Nos casos de dependência química existe um fator que merece atenção: a codependência emocional que existe entre alguns familiares do dependente químico. “Ele acontece inicialmente por um período de negação, em que a família nega que existe alguém na sua casa que seja um dependente químico ou até um alcoolista”, conta a psicóloga. “Depois que a pessoa cai em si e percebe que seu parente está em uso e é um dependente químico ou um alcoolista, tem a questão do desespero.

A família então se torna extremamente controladora daquela pessoa. E, por último, o estado de exaustão emocional, em que tanto a família já está exaurida com a situação – que muitas das vezes já houve vários processos de internação – e o próprio dependente”, pontua.

“Essa relação, inicialmente de amor, se torna uma relação também de controle, de domínio. E aí um se torna dependente do outro nesse processo. A família muitas vezes se torna dependente da dependência do adicto. Então é uma coisa bem complicada, que precisa de acompanhamento psicológico, tanto o dependente quanto a própria família.

É importante a família do dependente também receber tratamento. Para isso, tem os tratamentos psicológicos e, em Dourados, nós temos o “Amor Exigente”, que é um grupo de autoajuda específico para familiares de dependentes químicos ou alcoolistas”, conclui a especialista.

Fonte: O Progresso

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