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Diferenças entre a dependência química em homens e mulheres

Problemas com a dependência de drogas são sempre preocupantes, e com o passar do tempo os números só aumentam. Mas, o que poucos sabem é que diferenças fisiológicas e sociais do consumo de drogas de cada gênero demandam uma análise diferenciada da dependência, e consequentemente tratamentos diferenciados em uma comunidade terapêutica.

Atenção especial nas mulheres

As mulheres representam um dos maiores grupos de risco no Brasil de acordo com uma pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) — por mais que em números, os homens apresentem um número maior em uma comunidade terapêutica, as mulheres adoecem mais cedo e apresentam quadros clínicos mais graves.

A falta de separação de gênero quando o assunto é tratamento de drogas é o principal motivo da falta de sucesso da recuperação das mulheres. O tratamento ainda é feito de um ponto de vista masculino e voltado para os homens, sem levar em consideração questões específicas, como por exemplo, a hormonal.

As drogas mais comuns utilizadas tanto por homens, quanto por mulheres são maconha, crack e álcool. E por mais que o uso de álcool não seja considerado como droga ilícita, é a mais viciante e que rapidamente causa dependência sem que ao menos o usuário perceba.

A importância da separação de gêneros quando o assunto é tratamento de drogas

Em 2019, uma pesquisa do Ministério da Saúde apontou que o consumo abusivo de álcool aumentou 42,9% entre as mulheres, e somente no Brasil 17,9% das mulheres adultas fazem o uso excessivo da substância e necessitam do tratamento alcoolismo para recuperação.

Quando falamos sobre o tratamento crack, no Nordeste, as mulheres usuárias de crack chegam a fumar em média 21 pedras por dia, enquanto os homens fumam 13 de acordo com os dados, levantados pelo Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os motivos para a dependência feminina, e não optarem pelo tratamento drogas, na maioria das vezes, estão relacionados com a maternidade — seja pela cobrança e até mesmo o receio de serem incapazes de cuidarem de seus filhos por não acreditarem em um tratamento adequado.

Para os homens os motivos são mais variados, estão praticamente relacionados com a frustração da vida adulta, mas em quase todos os casos recorrem ao tratamento em uma comunidade terapêutica, enquanto as mulheres, de acordo com os dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), apresentam números preocupantes: Um em cada três usuários de drogas é mulher, apenas um em cada cinco usuárias de drogas inicia um tratamento contras drogas.

As pesquisas aumentam os números gradativamente. A Fiocruz concluiu, em 2012, que 55,36% das mulheres consumidoras de drogas tendem a financiar seus hábitos de consumo através da prostituição, e sucessivamente, contribui para o aumento da transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e implicações de violência no gênero.

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